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Internet é novamente a mídia que mais cresce

Em comparação com os cinco primeiros meses de 2008, a internet foi o destaque da mais recente pesquisa do Projeto Inter-Meios ao crescer 23,85% no faturamento. Se no ramo digital a notícia boa, para os impressos ela é mais desanimadora. Juntos, jornais e revistas caíram 16%, 9,48% e 7,37%, respectivamente.

O faturamento total da mídia com propaganda teve alta tímida de 1,72% e atingiu R$ 7,824 bilhões. A retração foi registrada em maio, momento em que o mercado encolheu 1,15%. Com o aumento no meio online, a internet repete o sucesso de últimos anos e novamente é a mídia que mais cresce. O meio atingiu R$ 309 milhões nos cinco primeiros meses deste ano. Mesmo com o resultado, a participação da web no bolo publicitário é de 3,95%.

Com 13,18%, mídia exterior foi o segundo segmento na lista dos que mais cresceram, o que totalizou R$ 248 milhões e participação de 3,17%. A TV por assinatura cresceu 6,39% em relação ao período de 2008 e alcançou R$ 256 milhões, com fatia de 3,27% do bolo total. Cinema também obteve melhora: subiu 5,91% e faturou R$ 26,7 milhões e share de 0,34%. Rádio teve alta de 4,96%, com um total de R$ 355 milhões e share de 4,54%, enquanto a TV aberta cresceu 4,64% e atingiu 4,7 bilhões, com share de 60,11%.

Pior que 2008

Para os veículos impressos, o resultado é mais amargo. Conforme já citado, jornais perderam faturamento e o montante caiu para R$ 1,2 bilhão, sendo que a participação no bolo passou para 15,76%. As revistas despencaram e chegaram a R$ 555 milhões e participação de 7,09%. 

O segmento de Guias e listas decaiu 15,32% e baixou faturamento para R$ 139 milhões, participação de apenas 1,77%.

As informações são do MM Online.

Redação Adnews

Ainda temos muito espaço para crescer, dizem varejistas

O e-commerce continua sendo o canal com maior potencial de crescimento no varejo norte-americano, segundo um relatório apresentado em janeiro de 2012 pela Retail Systems Research. Dados do estudo mostram que 63% dos varejistas acreditam que canais online devem apresentar um forte crescimento até 2015, enquanto menos de 10% acreditam que as vendas online devem diminuir no período.

Segundo o estudo, a proporção de empresas com 10% a 24% de sua receita oriunda do e-commerce vai aumentar para 41% até 2015, ante 19% verificados em dezembro de 2011. Além disso, o comércio eletrônico deve representar de 25% a 74% da receita de 22% dos varejistas, enquanto 11% devem ter mais de 75% de seu faturamento advindo da internet.  O número de empresas que geram menos de 10% de sua receita com e-commerce deve diminuir de 68% para 26% até 2015.

Quando indagados a elencarem as principais melhorias para os próximos anos, a maioria  (65%) cita a maior variedade de mercadorias, enquanto melhorar a descrição dos produtos (61%), investir em novos canais de vendas  (59%), otimizar o desempenho do sistema de busca  (43%), segmentar de forma mais eficaz o mailing para campanhas de e-mail marketing (43%) e melhorar a usabilidade do processo de checkout (38%) aparecem em seguida.

Brasil deve movimentar US$ 18,7 bilhões com e-commerce em 2012

O Brasil deve movimentar US$ 18,7 bilhões com e-commerce (incluindo a venda de viagens) este ano, o que representa um crescimento de 21,9% em relação ao ano anterior, segundo um artigo publicado em janeiro de 2012 pela eMarketer.

A empresa ainda prevê que em 2013 o Brasil deve responder por mais da metade das vendas online na América Latina, impulsionadas por mais de 23,2 milhões de e-consumidores, ou 34% dos usuários de internet brasileiros. Até 2015, cerca de 31,6 milhões de pessoas (39,0% dos usuários de internet) devem ter realizado ao menos uma compra pelo e-commerce.

A diversificação dos métodos de pagamentos também estão contribuindo para o sucesso do comércio eletrônico no Brasil, de acordo com um relatório apresentado em junho 2011 pelo NIC.BR, o qual descobriu que o cartão de crédito foi a forma de pagamento mais utilizada em sites de e-commerce no ano de 2010. No entanto, métodos off-line foram muito populares no ano de 2009, com o boleto bancário representando 31% das transações virtuais naquele ano.

Uma das maiores barreiras ao comércio eletrônico no Brasil é o receio de fraude online. Ainda assim, a sensação de segurança está aumentando entre os consumidores, de acordo com um relatório publicado em agosto de 2011 pelo e-bit. 70% dos consumidores afirmaram que a segurança online havia melhorados nos últimos dois anos.

Escolha seu modelo de operação logística para comércio eletrônico

Muitos varejistas ficam em dúvida no momento de decidir entre deixar seus estoques dentro de casa, se responsabilizando por toda a operação logística, ou entregar seus produtos para empresas especializadas, terceirizando a operação.

Para auxiliar nesse processo decisório, foi feita uma análise qualitativa, levando em consideração os prós e contras em cada ambiente.

Vantagens Estoque Próprio:

1)      Menor custo – Os custos operacionais para manutenção de um estoque próprio são menores do que os custos de um estoque terceirizado. Aqui, não estão sendo levados em consideração os investimentos em: armazém, iluminação, cabeamento, câmeras de segurança, posição pallets, prateleiras, sistema WMS, computadores, etc. Apenas comparativo de custos operacionais.

2)      Conhecimento do produto – Ninguém conhece melhor do produto do que o próprio varejista. Esse conhecimento, é levado para o estoque próprio, e muito utilizado para os momentos de recebimento de mercadorias e troca e devolução, principalmente.

3)      Garantia de qualidade dos serviços prestados – É mais fácil garantir dentro de casa o controle e qualidade de uma operação do que gerenciando um terceiro. Um estoque terceiro irá cumprir um SLA e tratar pedidos como números. Dentro de casa, é mais fácil tratar cada pedido como um cliente específico.

4)      Flexibilidade – No seu próprio estoque, é mais fácil alterar um processo de recebimento, mudar um horário de coleta de transportadora, trocar peças da equipe. Em um estoque terceirizado, isso fica na mão do prestador de serviço, que já possui seus próprios processos utilizados em vários clientes.

Desvantagens Estoque Próprio:

1)      Dificuldade Administrativa e Operacional – A primeira grande dificuldade encontrada no estoque próprio é a formação da equipe. Isso pode vir a se tornar um ônus trabalhista futuramente, além de gerar trabalho administrativo. Operacionalmente, podem existir problemas também caso haja mal treinamento, pessoas desqualificadas.

2)      Possível dificuldade para crescimento do estoque – Caso o tamanho estoque e/ou espaço do armazém tenham sido mal mensurados, pode haver um problema grave. Em estoques terceiros, o crescimento é mais fácil de ser manipulado, uma vez que operadores logísticos têm grandes armazéns.

3)      Preocupação com segurança – O varejista deve-se preocupar mais com questões de segurança caso suas mercadorias estejam em estoque próprio. Em operadores logísticos, existe normalmente forte esquema de segurança, além de apólice de seguros contra roubos e extravios.

4)      Depreciação de equipamentos e manutenção – Os ativos sofrem depreciação, e deve sofrer constante manutenção, problema não enfrentado em casos de estoque terceirizado;

5)      Maior curva de aprendizado – Os operadores logísticos já possuem experiência em todos os processos do e-commerce, por ter em seu core business a execução deles. Desenvolvendo estoque próprio, o varejista passa por período de aprendizado, até dominar com tranquilidade os processos.

6)      Ônus trabalhista – O pessoal responsável pela operação logística pode trazer problemas trabalhistas. Coisa que não acontece em estoque terceiro, já que essa responsabilidade fica com o prestador de serviços.

Vantagens Estoque Terceirizado:

1)      Facilidade Administrativa e Operacional – Contratando um terceiro, há apenas uma entidade para cobrar, o próprio contratado. Diferente do estoque próprio, onde há equipe para gerir.

2)      Facilidade de Crescimento de Itens de Estoque – A questão da escalabilidade deve ser levada em consideração. Normalmente as empresas terceirizadas possuem grandes galpões e espaço para crescimento da operação. É mais fácil ganhar escala.

3)      Menor curva de aprendizado – Já sabem os processos e fazem rotineiramente, novas operações apenas entram no fluxo.

4)      Menor treinamento – Não é dado quase nenhum treinamento, apenas sobre peculiaridades de produtos, caso existam.

Desvantagens Estoque Terceirizado:

1)      Diminuição de margem – Todo o serviço prestado pelo operador tem um preço, esse valor diminui a margem do varejista;

2)      Alta complexidade logística para o caso de mudança para estoque próprio – Uma vez dentro de uma operação de terceiro, fica difícil sair sem ter alguns problemas. Vale lembrar que a operação de e-commerce é diferente das lojas físicas, o site está no ar vendendo 24 horas por dia. Interromper uma operação em funcionamento requer muita cautela para minimizar perdas e insatisfação de clientes.

3)      Pouco conhecimento do mercado e produto – Quem entende do produto é o varejista, não o operador logístico. Por mais que sejam feitos treinamentos para aperfeiçoamento da equipe, o estoque dentro de casa garante melhor manuseio dos produtos.

4)      Processos mais engessados – As operadoras possuem seus próprios processos, que utilizam para vários clientes de diferentes segmentos. Esses processos são engessados, uma vez que são compartilhados entre várias operações. É difícil mudar ou inovar desse modo.

Quantitativamente, é mais barato operacionalmente ter seu estoque manuseado dentro de casa. (Não levando em conta investimentos com imóvel, ativos, software wms, etc).

Outro ponto importante a se destacar no comparativo é a questão da contratação de pessoal, terceirizando a operação, todos os encargos ficam por conta do contratado, inclusive quaisquer ônus que venha a ter.

Levando em conta todos esses fatores, o varejista deve colocar como métrica também a questão do atendimento ao consumidor. Tendo a operação em suas mãos, ganha-se em agilidade no momento do recebimento e expedição de mercadorias, processo de trocas e devoluções, tendo em vista que a avaliação do produto devolvido se dá de maneira mais assertiva por equipe que tenha o conhecimento do produto.

O potencial do e-commerce brasileiro já ganhou o mundo: Estamos preparados para recebê-los?

O e-commerce brasileiro reflete o que era o mercado de comércio eletrônico norte-americano de quatro anos atrás. Ou seja, temos um vasto pool de oportunidades de negócios. Isto foi o que ressaltou a última edição do Irce (Internet Retailer Conference & Exhibition), um dos principais eventos de e-commerce dos Estados Unidos.

Não estando nos mesmos padrões de maturidade do mercado norte-americano, há muito ainda que evoluir em termos de competitividade no país. E, para continuar esbanjando o potencial inerente no e-commerce nacional, é preciso desenvolver e aprender junto às lojas virtuais dos EUA, importar somente as ideias mais interessantes e que sejam coniventes com a realidade brasileira.

Visto as perspectivas para o mercado nacional de comércio eletrônico, movimentando R$ 14,8 bilhões em 2010 e com mais de 23 milhões de e-consumidores, segundo dados da e-bit, o Brasil já está na rota de investimentos das principais empresas internacionais, desde prestadores de serviço até empresas de venture capital e private equity.

Com a estabilidade e maturidade dos mercados norte-americano, canadense e europeu, o Brasil é a bola da vez na atenção dos empresários estrangeiros. E, é válido destacar a maturidade que o mercado de marketing digital e mídia digital brasileiro alcançaram no segmento de busca. Cada vez mais empresas investem em display mídia, trazendo novidades, novas campanhas que foquem maior conversão, utilizando segmentação e retargeting.

Além disso, as principais tendências já começam a aparecer. Para trilhar o caminho do sucesso norte-americano, o lojista virtual brasileiro deve passar a preocupar-se com o custo da aquisição de um cliente (COCA – Cost of Customer Acquisition) e com o valor ao longo da vida desse cliente dentro do negócio (LTV – Life Time Value), e também na criação e consolidação da marca de seu e-commerce.

A tão buscada taxa de ROI (Return on Investiment) no Brasil deverá em breve cessar. Já que não se adéquam mais à realidade do e-commerce norte-americano com o alto nível de competitividade existente. E, que em pouco tempo também chegará por aqui.

Ou seja, a edição 2011 do Irce trouxe a certeza de que temos um mercado com extremo potencial. Basta cada vez mais moldá-lo e aperfeiçoá-lo com ideias e tendências que desenvolveram os mercados mais consolidados, como os EUA, e que venham a se adequar com o padrão e os costumes brasileiros. Com as ferramentas postas à mesa, resta saber como o lojista virtual brasileiro irá se adequar a essa realidade.

O e-commerce está na moda. Aproveite!

Que o e-commerce no Brasil já é uma realidade, todos sabem. Com um crescimento esperado de 178% entre 2010 e 2016, o comércio eletrônico atraiu todos os segmentos, mas um que tem despertado somente agora é o de moda.

Algumas marcas já se deram conta de que seus clientes esperam ter na internet a mesma experiência que encontram em suas lojas físicas. Por isso, tentam fazer do online não só mais um importante canal de vendas, mas também uma forma de estar 24 horas por dia, sete dias por semana, disponível para os consumidores, que estão sempre em busca de novidades, informações e, principalmente, produtos.

Em um mercado consolidado com os dos EUA, 109 das 500 maiores empresas de e-commerce vendem roupas e acessórios. A categoria moda é a quarta em número de vendas, a segunda em número de visitas e a primeira em browsing. Mas como aumentar as vendas e alcançar o sucesso no e-commerce de moda no Brasil?

Primeiramente, você é o que você veste. Parece batida, mas esta frase ajuda muito a entender um ponto fundamental na montagem de uma loja de moda na internet. Ninguém compra um pedaço de pano. A roupa que vestimos nos ajuda a comunicar aos outros alguma coisa sobre nossa personalidade. E que roupa você vende? Quando se abre uma loja, todo varejista pensa na mensagem que quer transmitir a seu consumidor. Se a sua loja física é focada no varejo, no estilo ou simplesmente nos produtos, assim deverá ser sua loja virtual. Mais estilo? Mais produtos?

A tecnologia mudou bastante nossos hábitos de compra. Compramos por computadores, celulares e na correria do dia-a-dia. Mas a experiência do varejo em si, pouco mudou. Saber tirar vantagem destas novas tendências e hábitos, certamente agirá como um diferencial para qualquer loja. Segundo a Forrest Research, 50-70% dos consumidores trocam de canal quando iniciam um processo de compras. Ou seja, começam pesquisando na sua loja virtual e terminam comprando na loja física ou, experimentam pessoalmente e concretizam a compra online. Terry Lundgren, CEO da Macy’s, já disse no Shop.org, em 2009, que a cada dólar gasto no e-commerce, influencia $5,77 gastos nas lojas físicas.

Explorar seu produto, sugerindo looks, mostrando fotos bem trabalhadas, descrições detalhadas e que falem a língua de seu público, irão facilitar o processo de compra. Ajude e saia do comum. Crie conceitos, faça vídeos, gere conteúdo, blogs, facebook, twitter. O que não faltam são cases de pequenas e grandes marcas que fizeram algo diferente e inovador.

Existem muitas formas de se destacar no e-commerce. Especialmente se você trabalha com moda. Ser diferente, original, é o que seu cliente quer ser, portanto, seja também!

2011, o ano que entrou para a história do e-commerce brasileiro

Não há dúvidas em dizer que 2011 foi um ano de ouro para o e-commerce brasileiro. Digo isso não somente pelos números, que apontam um crescimento contínuo, mas por viver esse mercado e perceber que comprar pela internet deixou de ser apenas um hábito, e agora começa a fazer parte da cultura dos consumidores.

O ano passado consolidou duas novas datas no calendário do e-commerce brasileiro: Black Friday e o Boxing Day. Varejistas ganharam dois dias para liquidar seus estoques, fidelizarem clientes e venderem muito. Do outro lado, os consumidores têm agora duas datas em que podem achar descontos tentadores.

Atualmente, o Brasil é o sétimo país com maior potencial de vendas pela internet e, segundo uma projeção feita pela Translated, devemos atingir a quarta posição em 2015. Se isso se concretizar, e eu particularmente estou certo disso, vamos ficar atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão. Quem diria!

Ao levantar alguns números divulgados pelo e-bit, entendemos melhor o que foi 2011. No Dia das Mães, o e-commerce faturou 760 milhões de reais, 22% a mais que em 2010. No Dia dos Namorados, o faturamento ultrapassou 680 milhões de reais, 15% a mais que em 2010. No Dia dos Pais, o lucro foi de 675 milhões de reais, 25% a mais do que em 2010. No Dia das Crianças, o faturamento foi de 713 milhões de reais, o que representou 20% de aumento em relação a 2010.

A maior prova desse crescimento aconteceu no dia 25 de novembro, quando o e-commerce entrou de cabeça no conceito do Black Friday. Mais de 50 lojas virtuais, dentre elas as principais, aderiram a tradicional data americana e ofereceram descontos para o dia. A realização do Black Friday no e-commerce brasileiro mostrou que o consumidor carece de um dia como esse, está disposto a comprar e, é claro, está ávido por descontos. O dia 25 de novembro de 2011 registrou volume recorde de pedidos: foram 237 mil em 24 horas. A data movimentou R$ 100 milhões em um único dia.

E mesmo quando 2011 chegava ao fim, o e-commerce brasileiro encontrou espaço para aderir a mais uma data internacional: o Boxing Day. No dia 26 de dezembro, lojas virtuais realizaram promoções com o intuito de liquidar os estoques de natal. De acordo com o e-bit, a data movimentou 58,9 milhões para o e-commerce, registrando um aumento de 98% em relação a 2010.

Investir em logística é um ponto fundamental. Não existe nada mais frustrante para o consumidor do que comprar um produto pela internet e simplesmente não recebê-lo, ou receber com vários dias de atraso. O cliente que viveu uma experiência ruim, não voltará a comprar na mesma loja.

Para 2012, preparação é a palavra de ordem. As lojas virtuais devem aumentar a sua estrutura, contratar pessoas capacitadas e gerenciar uma equipe com propriedade. Aliado a isso, é importantíssimo entender que o uso de descontos funciona não somente para liquidar estoques, mas para fidelizar clientes.

Este ano tem tudo para ser positivo. Sairão na frente as lojas capazes de atender a demanda crescente de clientes com um serviço de qualidade, e de preferência, com um belo desconto.

Tendências do E-Commerce em 2012 no Brasil

Crescimento do comércio eletrônico em 2012: A se confirmarem as expectativas desse ano, o que parece certo em função dos últimos dados sobre o e-commerce em 2011, o comércio eletrônico brasileiro deverá viver mais um ano de crescimento dentro da taxa histórica de 30% ao ano.

Plataformas de e-commerce: A tendência do comércio eletrônico para 2012 no que diz respeito a plataformas de e-commerce é de sistemas cada vez mais integrados às mídias sociais, uma tendência iniciada ano passado que deve continuar em 2012. A adaptação das plataformas para os dispositivos móveis também deve ser uma tendência bem marcante, pois é esperado um grande crescimento das compras feitas através destes dispositivos.

Social commerce: O social commerce já é tendência mundial e deverá ganhar um novo impulso em 2012. As compras que tem origem no engajamento nas redes sociais tenderão a ganhar uma expressão ainda maior em 2012 e por isso é importante que os administradores de e-commerce tenham a visão de que o social commerce não é somente criar uma loja no Facebook, mas sim, provocar o engajamento nas mídias sociais para gerar compras no comércio eletrônico.

F-Commerce: Participando de forma decisiva da expansão do social commerce, o F-Commerce ou comércio eletrônico através do Facebook deverá apresentar um crescimento expressivo no Brasil em 2012. Novos aplicativos devem chegar ao mercado brasileiro em 2012, inclusive, muitos deles já incorporados às plataformas de e-commerce, como já vem ocorrendo com a Magento.

Tablets no e-commerce: Com o barateamento dos tablets no Brasil a tendência é que conquistem uma parcela significativa do e-commerce em pouco tempo. No exterior eles já respondem por uma boa parcela das compras e aqui não será diferente. A exigência de que plataformas de e-commerce tenham uma versão para tablets passará a fazer parte de qualquer roteiro para escolha de uma plataforma de e-commerce em 2012.

Outlets virtuais: Os sites de compras coletivas tiveram origem na queima de estoques das lojas virtuais americanas e foram um grande sucesso no mundo inteiro. A tendência em 2012 é que as próprias lojas virtuais passem a ter seus outlets para promover grandes liquidações de estoques.

Compras coletivas: No segmento de compras coletivas acreditamos a tendência em 2012 seja de continuação do processo de acomodação do mercado através de um processo de maior profissionalização dos sites já existentes e o surgimento de novos sites, cada vez mais segmentados e regionalizados.

Os 5 pilares do e-commerce

Todo o bom planejamento precisa de uma boa estruturação. Sem isso, o planejamento tende a ficar com brechas e o que foi previsto pelo profissional de planejamento estratégico digital pode não sair da forma que deveria sair. Por isso, um bom planejamento é muito, mas muito bem analisado antes de ser apresentado ao cliente e mais analisado ainda antes de ir para o ar.

A palavra pilares pode parecer antiga, remete às vezes as construções gregas, mas ela pode também ajudar o seu planejamento para evitar brechas. Se uma construção tiver uma simples brecha pode comprometer toda a estrutura e o prédio cair por não agüentar o peso. O engenheiro planeja e calcula milímetros para que esses não virem as brechas. Os planners devem ir nesse aprofundamento, que confesso, nem sempre é tão simples ou possível.

Quando falamos em vendas as brechas podem representar um prejuízo enorme para a marca. O caso da FNAC, por exemplo, só não causou um prejuízo de milhões porque eles agiram rápido e a legislação brasileira foi a favor – acertadamente na minha opinião – da marca. Para quem não se lembra, por algumas horas e graças a um problema de programação, as pessoas poderiam comprar notebooks por R$ 1,00.

Por isso, quando se vai fazer um planejamento, analise bem alguns pilares para a sua construção de marca, construção de comunicação, construção de estratégia não tenha brechas e assim seja um grande sucesso, para e-commerce, sucesso = vendas, então como planejar para uma loja vender?Aliás, vender bem!

Bons produtos: O que você vende agrada a maioria ou a minoria? Se agrada a maioria, você, por exemplo, vende TV LCD, pode se pensar em altas vendas/lucros. Se você vende capas de acrílico do Japão para iPhones 4G branco, é um produto de nicho onde você pode se destacar, mas grandes lucros, fortunas serão difíceis de serem feitas.

Encontrabilidade: Seu usuário chegou à loja. Pode ser via Google, acesso direto, e-mail marketing, Redes Sociais. Não importa (nesse momento), o usuário chegou à loja precisa encontrar o produto desejado. Não ache que o campo de busca será o suficiente. A usabilidade do site é essencial.

Atendimento: É fundamental atender, e bem, o seu cliente. Por mais que a sua empresa seja um mega varejista online, como a Casas Bahia, é preciso sanar as dúvidas dos clientes. Uma dúvida sanada pode ser o passo final para uma compra; um atendimento bem feito pode gerar menções positivas nas redes.

Marketing digital: Só é lembrando quem é visto. Não pensamos em Coca-Cola sempre que falam a palavra Refrigerante à toa. Pensamos porque a marca investe – e muito – na mídia para aparecer. No e-commerce não tem segredo é preciso aparecer. Sugiro começar com Buscapé e Links Patrocinados, pois são os canais que o e-consumidor vai antes de fazer qualquer pesquisa de produtos. Depois pense em banner, e-mail marketing…

Logística: Entregue o produto. E no prazo! Simples assim. O consumidor pode esperar de 1h a 180 dias por um produto, desde que isso esteja estampado no site: “Para a cidade X (ou essa mensagem pode aparecer depois que o usuário calcular o frete) o produto demora de 2 a 3 dias úteis”. O usuário espera, mas se demorar 4 a 5 dias, perde-se a confiança. Confiança é tudo em um e-commerce e é esse o fator que fará a pessoa voltar ou não a uma loja online

Brasil deverá ser 4º maior em e-commerce até 2015

O Brasil deverá ser o quarto maior do mercado mundial de e-commerce em 2015. Atualmente o País ocupa o sexto lugar e deverá subir, ajudado pela crise mundial, que fará com que Estados Unidos e nações europeias mudem de posição nos próximos quatro anos.

A melhoria do desempenho do Brasil em e-commerce é uma projeção do T-Index 2015, índice estatístico que indica a participação d vendas online de cada país no mercado mundial, associando a população na internet ao PIB per capita estimado.

No estudo, o Brasil aparece atualmente em sétimo lugar entre os dez com maior potencial de vendas pela web, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. Em oitavo lugar vem a Rússia, seguida da Coreia do Sul e Itália.

Segundo a projeção T-Index 2015, os Estados que hoje é primeiro colocado em vendas virtuais com participação de 24,4%, será desbancado nos próximos quatro anos pela China.

O mercado chinês tem atualmente tem uma fatia de 11,5% do e-commerce mundial, mas em 2015 será responsável por 18,8% dos negócios na web, enquanto a fatia dos os EUA será reduzida para 16,8%.

O Japão permanecerá no terceiro posto, porém apresentará uma queda, passando de uma participação de 6,6% em 2011 para 4,9% em 2015.

Já o Brasil, que aparece atualmente no estudo em sexto lugar com participação de 3% aumentará sua fatia para 4,3% e também subirá no ranking. As previsões do T-Index 2015 aponta que o mercado brasileiro ocupará a quarta posição em quatro anos, com a queda dos EUA, Alemanha e Reino Unido.

A Rússia deve subir da oitava para a sexta posição com uma variação de mais 27,5%. A França desce um lugar, com uma variação negativa de 2,9%.

O Reino Unido passa do quinto para o oitavo lugar com uma variação da participação de mercado de 27% relativamente a 2011.

A Coreia do Sul permanece estável no nono lugar, mas seu market share cairá para 12%. A surpresa pode ser a entrada do México no top 10, ultrapassando a Itália que terá uma variação negativa da sua quota de mercado em 2015 de 43,4% relativamente a 2011.

Entre os países emergentes de maior crescimento figuram a China (+63,4%), Brasil (+43,3%), Rússia (+27,5%), Índia (+26,6%), Indonésia (+20,8%) e a Turquia (+20%).

O cálculo da projeção supõe uma tendência de crescimento linear para todos os países. Se a China mantiver a taxa de aumento que apresentou desde 2005 até 2009, pode superar os Estados Unidos em 2015.

No entanto, confrontando os dados de 2005 a 2009 com os dos últimos dois anos, a tendência da China parece sofrer uma leve queda que pode influenciar a projeção para 2015.

Previsões para 2012

2012 será um passeio para o e-commerce e tudo o que é digital. Nós poderemos usar nossos celulares para pagar o nosso café da manhã, comprar produtos que nunca imaginamos, e pagar por serviços utilizando gateways de pagamento cada vez mais eficientes, mas não podemos esquecer que  2011 trouxe algumas lições, IPOs, escândalos, aquisições e fusões.

Vimos farmácias entrando no comercio digital vendendo eletrônicos, e lojas tradicionais de eletrônicos simplesmente sumindo do mapa. Grandes lojas foram proibidas de vender , até que resolvessem seus problemas de entrega; Magento virou gigante, grandes plataformas desapareceram, novos fornecedores de Big Shoppings Virtuais chegaram ao Brasil .

A política Nordestina rasgou a constituição e criou leis próprias para o e-commerce ( o famoso protocolo 21 ).

A e-Vision cresceu mais de 60%! Conquistamos grandes clientes, mas ainda sentimos que precisamos instruir os pequenos.

E para 2012? Quais são as previsões? São Boas?

Pesquisamos e listamos 10 previsões para o varejo digital em 2012! E você? Aposta em qual?

1. Varejo Tradicional  entrando no e-commerce

Varejos tradicionais como : materiais de construção e moveis&decoração ensaiaram bastante em 2011, a previsão é que 2012 seja o ano do lançamento de vários negócios diferentes para essa área.

O varejo tradicional tem usado o e-commerce como mais um canal de venda; e tem tirado proveito da fixação de brand e modernização de marcas.

2. B2B se rende ao e-commerce

Engajar o consumidor, qualificar leads,  se aproximar de futuros clientes. Quem vende para Pessoa Juridica também precisa engajar seus clientes. Isso se consegue através do e-commerce! E B2B vai descobrir isso em 2012. Os empresários perceberam que seus clientes , também empresários, querem o mesmo nível de atendimento de facilidades do B2C. Isso reforça a Brand e moderniza processos de Negócio, além de fidelizar clientes.

3. Gigantes do e-commerce Internacional aportando no Brasil e forçando o profissionalismo na área.

No começo do segundo trimestre teremos boas noticias sobre os gigantes do e-commerce internacional. Eles estão ‘de olho’ no Brasil já há algum tempo, e se preparam já há alguns meses para sua estréia na Terra Brazilis..!

4. m-Commerce ainda tímido mas crescendo

A febre os smartPhones , o vicio do IPhone, isso pode dar um impulso interessante para o m-commerce Brasileiro. Precisamos apenas que as operadoras e bancos se entendam, isso deve acontecer no segundo semestre de 2012.

Em 2011 o Google ajudou criando o GoMO, que ajuda na visualização dos sites pro smartphones e tablets, mas isso não quer dizer que a loja virtual é própria para móbile commerce.

A dica é: tem loja virtual? Comece a desenvolver um novo modelo compatível com móbile.

5. Invista no QR Code…

QR Code é pouco usado no Brasil mas tem tudo para “pegar” em 2012; é uma ferramenta super interessante para impulsionar negócios. Temos a marca incrível de 1,7 mobiles phone por pessoa, os tablets viraram a febre o Natal 2011, e isso é a porta de 2012 para o QR Code. Não sabe o que é?

O QR Code é basicamente um novo código de barras em 2D. Diferente do antigo código, que trabalha apenas com a dimensão horizontal, o QR Code utiliza códigos com informações tanto no plano horizontal como na vertical.

Criado em 1994 no Japão, foi desenvolvido para a indústria de automóveis japonesa, para ajudar a catalogar as peças dos carros na linha de produção. Em 2003, a linguagem começou a ser utilizada em celulares (as câmeras VGA, mesmo com a baixa qualidade, são capazes de ler e interpretar a imagem).

Para ter acesso ao conteúdo codificado em um QR Code, a pessoa deve primeiro dispor de uma câmera em um telefone celular e um programa feito para ler o código bidimensional. Deve-se tirar uma foto da imagem pelo aplicativo que a converte imediatamente (o aplicativo está disponível para o sistema iOS e Android).

Oferecendo seu conteúdo com QR Code, ele poderá ser acessado por qualquer móbile em qualquer lugar. É fácil, e rápido gerar o Codigo e o melhor, é Gratis!

Faça um teste: acesse o site http://qrcode.kaywa.com/ e digite o texto, link, número telefônico ou SMS desejado. É um processo simples e este site oferece um código HTML de incorporação para que você compartilhe em um site.

6. Meios de Pagamento: Bancos perdem espaço que nunca conquistaram.

Os Bancos Brasileiros ainda não entenderam que o e-commerce é uma fonte interessante de recebíveis. Para incorporar pagamento direto com bancos nas lojas virtuais ainda é penoso e caro. Poucos bancos disponibilizam  serviços de incorporação dos códigos às  áreas de pagamento das lojas virtuais ou mesmo  apoio técnico para os desenvolvedores; isso empurrou o empreendedor digital para os gateways de pagamento, que oferecem facilidade e segurança. Isso tem preço, e varia de 4% a 12% do valor da fatura.

O brasileiro entende como segurança um gateway de pagamento em uma loja virtual.

PagSeguro, Pagamento Digital , Paypal, Moip, Ipagare… todos oferecem ótimos serviços, suporte e facilidade para incorporação dos códigos!

Bancos – Nota ZERO pra vcs!

7. Compras Coletivas: Ficam apenas os Bons!

Mais de 50% dos Compras Coletivas que estavam no ar em dezembro vão sumir até julho de 2012. O grande boom de 2011 começa sua estabilização em 2012. O modelo de negócio deverá se consolidar já no segundo trimestre. Ou seja: Até o final de 2012  não teremos mais do que 50 Compras Coletivas

8. Outsourcing de e-commerce: Idéia Antiga, novo Modelo

Essa idéia já tem rondado os negócios de e-commerce desde o final do segundo semestre de 2011. O FULL e-commerce é 60% das solicitações de consultoria que recebemos na e-Vision, e representou + de 20% dos negócios em todo o ano.

O fato é que as empresas estão entendendo que podem transformar investimento em serviços! e isso faz uma grande diferença no balanço anual.

Investir  em média R$ 150.000 em um e-commerce ( para lojas com mais de 1.500 skus ) pode não estar nos planos de quem sonhou ter uma atuação digital, fora os treinamentos, adequação fiscal, contratação de pessoal, e compartilhar departamentos com as áreas  tradicionais da empresa – por exemplo Marketing. Qual a solução?

Transforme o investimento em serviços, sim! Deixe o e-commerce com quem faz isso como negócio e venda seus produtos online com profissionalismo e experiência – ou seja não tem como dar errado.

O grande atrativo é o conceito parceira  Ganha X Ganha – a empresa que faz o outsourcing do e-commerce terá como objetivo VENDER, porque a sua fatura de pagamento no final do mês esta intimamente ligada ao faturamento. Então quanto mais a loja virtual vender mais os dois ganham…

Negócio interessante não acha? E você: já pensou em FULL  Outsourcing de e-commerce?

9. Facebook e Google+ , uma guerra anunciada.

Quem usa o Facebook como ferramenta de negócios já notou… Orkutizou! Sim, o conteúdo bem  parecido com o que foi o Orkut.. com todas as correntes do bem, orações, pedidos de ajuda etc…

Em contra partida o Google lançou o Google+ que é uma fusão de vários serviços que a própria já utiliza. A idéia, segundo o Google, é fazer-los melhor.

Com essa “popularização do Facebook” para 2012 já estamos prevendo uma migração para o Google+ que tem algumas vantagens quando ao seu competidor, como por exemplo:

“Hangouts” vídeo permite que você converse com todos os seus amigos.

Hangouts são salas virtuais onde você pode conversar com pessoas  dos seus Circle através de vídeo. Por exemplo, se você não estiver ocupado, você pode iniciar uma conversa com seus amigos.

Então, basicamente, é só bate-papo de vídeo.

O que vai gerar a grande Guerra das Mídias Sociais em 2012 é que o Google+ não é apenas um site e sim de uma integração de todas as ferramentas Google como: Gmail, Search, Google Reader e demais. A grande verdade é que a empresa toda está se redesenhando para receber o Google+.

10.  Legislação Orientada para e-commerce e respeito a constituição

2011 foi marcado pela vergonha do protocolo 21.  A Constituição diz, que os impostos devem ficar no estado que emitiu a nota fiscal, porém alguns estados no nordeste não reconhecem parte desses impostos, e através do protocolo 21 oficializaram a maior vergonha do e-commerce em 2011. O protocolo 21! que  força o empreendedor a pagar novamente por um imposto já recolhido no estado de origem.

Em 2012 associações de classe devem começar uma negociação pesada com Governo e Estados. É preciso ter uniformidade no recolhimento de impostos.

2012 será um ano de luta