Planejamento para aumentar as vendas em janeiro

A chegada de janeiro abala sensivelmente os resultados em vendas do varejo em geral. Alguns lojistas adotam as promoções para alavancar o consumo e, de fato, elas são promissoras, mas estão longe de ser a única postura competitiva para atrair o público-alvo.

No e-commerce, as possibilidades estão além de oferecer preço baixo. Conhecer o hábito de compra do consumidor habitual talvez seja a principal arma para afastar a queda da procura, juntamente com o planejamento criativo das operações.

Enviar e-mail marketing ainda é uma maneira eficiente para aumentar a conversão da loja virtual e é uma das ações que podem ser planejadas. Como primeiro passo de uma campanha bem sucedida, é preciso dividir os consumidores por grupos de interesses.

A prática de disparar um único e-mail para todos os cadastrados da empresa não ajuda a empresa a alcançar o objetivo de aumentar o número de pedidos finalizados. A relevância da mensagem enviada é o maior atrativo e isso só é possível a partir de um estudo detalhado do perfil dos consumidores.

Lembre-se que é crucial para o sucesso das campanhas que os envios sejam feitos apenas para e-mails autorizados (os chamados opt-in).

O marketing digital também é estratégico nesse período. Banners, otimização do site nos resultados de pesquisas das páginas de buscas e links patrocinados ajudam na tarefa árdua de mudar o estigma de que janeiro não é um bom mês para o comércio.

A já citada promoção ganha destaque com os banners segmentados à página de anúncio, com isso as chances de emplacar a venda são ainda maiores.

Cartão como aliado

Além de a loja virtual ter várias opções de pagamento, como boleto bancário, depósito em conta (essa, a menos viável) e cartões de crédito de várias bandeiras, o parcelamento das compras é um aliado.

Os consumidores, inclusive, já deram sinais de preferência pelo cartão, em detrimento do crediário próprio de varejistas, o que aumenta a vantagem do comércio eletrônico. A facilidade de compra aumenta a procura por itens de maior valor agregado – produtos que podem elevar os ganhos da empresa.

O volume de impostos que chegam junto com o mês de janeiro é um agravante para as vendas. Mesmo assim, é possível ter bons resultados. Essa é uma boa época para ‘queimar’ o estoque remanescente do final de ano, preparar a loja para lançamentos e novas coleções.

Todas essas estratégias juntas podem aumentar em 20% o total das vendas, mesmo que a um ticket médio menor do que o apresentado em dezembro.

O importante é usar com criatividade ferramentas como cupom de desconto, promoções, banners, frete grátis, cupom de desconto por demanda e promoções exclusivas por e-mail, além de oferecer um bom canal de atendimento e uma política de troca descomplicada para garantir a satisfação do cliente. Feito isso, as vendas são garantidas.

Seus consumidores sofrem com problemas de primeiro mundo?

Os problemas de primeiro mundo estão se tornando cada vez mais comuns em países em desenvolvimento, como o Brasil, por exemplo, e são conhecidos também por serem problemas típicos da nova Classe Média.

Para explicar melhor tudo isso, Linda Bustos postou em seu blog de e-commerce Get Elastic sobre sua amiga canadense que decidiu ir morar na África, e percebeu o contraste de costumes e cultura entre o Canadá e a África.

“No Canadá (e em outros países desenvolvidos), o vendedor ou dono do negócio depende dos consumidores para gerarem sua renda. Dessa forma, o seu maior interesse é de servir o consumidor de forma a mantê-lo voltando para comprar produtos. Eles valorizam o consumidor porque percebem que, sem ele, não haveria negócio.

No Kenya é completamente o oposto.
O dono de um negócio no Kenya constantemente tem a mentalidade de que estão oferecendo um serviço aos seus consumidores e, sem eles, os consumidores não terão o que precisam para sobreviver.

Por exemplo, eu vou ao balcão para pagar pelo produto. Eu dou o dinheiro ao caixa (geralmente é o dono do negócio) com uma nota de valor alto. Ele não tem troco (que sempre é o caso por lá). Ele então olha para mim como se isso fosse MEU problema ele não ter troco. Ele espera que eu comece a procurar pelo máximo de moedas que eu conseguir na minha bolsa enquanto ele senta e me encara impacientemente. Eu normalmente deixo o produto que eu queria comprar e saio da loja para achar alguém que tenha troco.”

Se analisarmos esse tipo de problema, é possível perceber como o e-commerce pode trazer problemas parecidos aos e-consumidores do Brasil e do mundo. Veja alguns itens abaixo que se encaixariam como “problemas de primeiro mundo”:

Zero resultados encontrados na busca sem mostrar qualquer opção de refinamento ou produtos semelhantes.
Páginas de erro 404 sem links para voltar ao site ou uma forma de entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor.
Erros no checkout sem opções claras de como consertá-los.
Carrinhos que perdem seu conteúdo após o fechamento do browser (não usam cookies persistentes).
Tempo de resposta para e-mails de atendimento ao consumidor, às vezes excedendo 48 horas.
Esse tipo de coisa pode parecer boba, mas é um problemão na hora de realizar uma compra online. Otimize sua loja para que seu consumidor não tenha qualquer impedimento na hora da compra. Lembre-se, obstáculos são seus maiores inimigos para conseguir mais conversões. E outra dica: não subestime os problemas de primeiro mundo!

2012, um ano ainda melhor para o varejo eletrônico

Este foi o ano do e-commerce, sob vários aspectos. Passada a febre das compras coletivas, a grande responsável pelo crescimento percentual de 40% registrado em 2010, o setor se estabeleceu entre os cerca de 32 milhões de e-consumidores, amadureceu, principalmente diante do desafio de realizar com eficácia as entregas de final de ano, e se tornou uma atividade social.

Socializar, inclusive, deve ser a principal realidade do comércio eletrônico em 2012. Os varejistas virtuais estarão mais atentos a esse mercado e por isso, a aposta é um investimento maciço para a estabilização do chamado social commerce. Além de ser desejada pelo cliente, a compra compartilhada, comentada e opinativa aumenta as probabilidades de se fechar muitos negócios.

Para Marcelo F. Silva, gerente de marketing, 2011 foi o ano base para as empresas se preparem para a tecnologia das vendas sociais. “Esse foi um período embrionário para esse setor, que vai crescer muito.”

A popularização do comércio eletrônico, nos diversos formatos paralelos de vendas pela internet, também forçou os empresários a enxergarem que não há necessariamente um produto específico para o e-commerce. Tudo pode ser comercializado à distância, principalmente quando o consumidor se sente privilegiado, com melhores preços na comparação com o mercado físico, e com uma tecnologia atraente.

Em uma entrevista para o Blog da JET Tecnologia, a diretora da e-bit, Cristina Rother, afirmou que além das redes sociais, os dispositivos móveis serão ainda mais comuns como um meio de finalizar as compras pela internet. Outra tendência apontada pela executiva é a da expansão do mercado para as lojas de nicho, será então o momento de pequenos varejistas investirem na modalidade de vendas.

A movimentação do mercado está garantida em 2012 e o e-commerce como conhecemos terá uma nova ‘cara’. A principal mudança será na postura do próprio consumidor, que de passivo se tornará um agente ativo de compras. O cenário será configurado por “usuários e clientes que influenciam na decisão do outro pela compra de um produto ou serviço. Isso já acontece, mas vai se tornar muito mais forte”. É assim que finaliza Silva, o que traduzido quer dizer: se prepare, porque se 2011 foi bom, 2012 será muito melhor.

Crescimento do e-commerce em 2012 deve ser de 25%

Pelas estimativas da e-bit, 2012 deve ver o comércio eletrônico crescer 25% no Brasil. Tal projeção pode, porém variar, inclusive porque, em decorrência de fatores como a conjuntura econômica internacional e a greve dos Correios – que prejudicou as remessas das empresas de e-commerce -, talvez não tenha sido atingido o índice de expansão de 26% previsto para o ano passado. “No Dia das Crianças, por exemplo, prevíamos um crescimento de 20%, relativamente à mesma data de 2010, mas o índice foi de16%,”, relata Cris Rother, diretora executiva da e-bit.

No ano passado, conta Cris, mais nove milhões de pessoas integraram-se público do comércio eletrônico brasileiro, atualmente composto por aproximadamente 32 milhões de clientes. Agora, ela pondera, a evolução desse comércio estará mais fortemente vinculada ao conceito do long tail, materializado em tendências como a expansão dos negócios realizados pelo segmento da moda, que atende a targets mais individualizados, e consolida-se cada dia mais fortemente entre as principais categorias do e-commerce (por enquanto, os itens mais comprados via web são os eletrodomésticos, vindo a seguir, nesse ranking, informática, saúde e beleza e eletrônicos).

De acordo com Cris, o crescimento do long tail (cauda longa, veja o conceito aqui) no comércio online revela-se também no crescimento da participação dos pequenos varejistas, que tinham 7% de participação no final do ano passado, e já representavam 8% no primeiro semestre de 2011 (em volume de faturamento). “E, para 2013, nossa atual previsão é de incremento de 22% no comércio eletrônico no Brasil”, diz a executiva.

Google, Facebook, Amazon e Twitter podem fazer paralização coordenada em protesto contra lei anti-pirataria. E se a Internet mundial parasse?

É isso que pode acontecer se o Senado americano aprovar uma nova lei anti-pirataria. Parece exagero, mas é fato: gigantes da web como Google, Facebook, Amazon e Wikipédia podem parar seus serviços por tempo inderteminado se a lei “Sopa” for aprovada. Sigla para “Stop Online Piracy Act (“pare com a pirataria on-line”, em inglês), a lei conta com o apoio de gigantes do entretenimento como Disney, Warner e Universal. A guerra é antiga, mas parece ter chegado a um novo patamar. As majors de entretenimento demonstram, há mais de 10 anos, não entender nada de cultura digital e continuam forçando a barra com projetos anti-pirataria em todo o mundo.

Os planos sempre contam com argumentos que desconsideram os novos hábitos e formalizam a tentativa de se recuperar das crises que enfrentam há anos. O problema: ao invés de mirar nas novas possibilidades e apresentar mais flexibilidade com o mundo digital, continuam restringindo seu material a uma lógica de direito autoral que não condiz mais com a geração atual. O objetivo do Google, Facebook e Amazon com a paralização coordenada é alertar o mundo inteiro para esta realidade. Você consegue sobreviver sem estes serviços por quantas horas?

 

Ricardo Oliveira traz novidades, dicas e opinião sobre o mundo da tecnologia, mercado digital, mídias sociais, games e tudo que respira bits. Toda quarta, na página 3 do caderno de Economia. 

http://jornaldaparaiba.com.br/coluna/culturaldigital/post/13763_blackout-da-web–novidades-no-chrome-e-dicastech