Os problemas de primeiro mundo estão se tornando cada vez mais comuns em países em desenvolvimento, como o Brasil, por exemplo, e são conhecidos também por serem problemas típicos da nova Classe Média.
Para explicar melhor tudo isso, Linda Bustos postou em seu blog de e-commerce Get Elastic sobre sua amiga canadense que decidiu ir morar na África, e percebeu o contraste de costumes e cultura entre o Canadá e a África.
“No Canadá (e em outros países desenvolvidos), o vendedor ou dono do negócio depende dos consumidores para gerarem sua renda. Dessa forma, o seu maior interesse é de servir o consumidor de forma a mantê-lo voltando para comprar produtos. Eles valorizam o consumidor porque percebem que, sem ele, não haveria negócio.
No Kenya é completamente o oposto.
O dono de um negócio no Kenya constantemente tem a mentalidade de que estão oferecendo um serviço aos seus consumidores e, sem eles, os consumidores não terão o que precisam para sobreviver.
Por exemplo, eu vou ao balcão para pagar pelo produto. Eu dou o dinheiro ao caixa (geralmente é o dono do negócio) com uma nota de valor alto. Ele não tem troco (que sempre é o caso por lá). Ele então olha para mim como se isso fosse MEU problema ele não ter troco. Ele espera que eu comece a procurar pelo máximo de moedas que eu conseguir na minha bolsa enquanto ele senta e me encara impacientemente. Eu normalmente deixo o produto que eu queria comprar e saio da loja para achar alguém que tenha troco.”
Se analisarmos esse tipo de problema, é possível perceber como o e-commerce pode trazer problemas parecidos aos e-consumidores do Brasil e do mundo. Veja alguns itens abaixo que se encaixariam como “problemas de primeiro mundo”:
Zero resultados encontrados na busca sem mostrar qualquer opção de refinamento ou produtos semelhantes.
Páginas de erro 404 sem links para voltar ao site ou uma forma de entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor.
Erros no checkout sem opções claras de como consertá-los.
Carrinhos que perdem seu conteúdo após o fechamento do browser (não usam cookies persistentes).
Tempo de resposta para e-mails de atendimento ao consumidor, às vezes excedendo 48 horas.
Esse tipo de coisa pode parecer boba, mas é um problemão na hora de realizar uma compra online. Otimize sua loja para que seu consumidor não tenha qualquer impedimento na hora da compra. Lembre-se, obstáculos são seus maiores inimigos para conseguir mais conversões. E outra dica: não subestime os problemas de primeiro mundo!
